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A Amazônia e VC

O aplicativo amazonia. vc ja está disponivel no Orkut, clique na imagem abaixo:
Você será direcionado diretamente para o aplicativo, no lado direito da página você terá as opções:


>>>Adicionar ao meu perfil
>>>Postar atualizações para os meus amigos


>>>Adicionar esse aplicativo dará ao mesmo acesso às informações do seu perfil público e à sua lista de amigos.

As “informações públicas do perfil” são todas as informações que estão disponíveis em seu perfil. Elas não têm uma configuração de privacidade que limite o acesso a amigos de amigos, a amigos ou a você. Ao clicar em “adicionar aplicativo”, você toma conhecimento das informações acima e aceita os Termos de Uso do OpenSocial.

Abaixo destas informações você terá a opção:

<<<<<< ADICIONAR APLICATIVO >>>>>>


Ao adicionar o aplicativo uma página com um mapa de satélite será aberta, (é nele que você poderá deixar o seu protesto.

Você vai clicar no sinal de (+) visualizado na figura abaixo:

Clique uma, duas, três vezes no sinal até que o sinal (+) vizualizado na figura abaixo desapareça, passando a aparecer somente a imagem simbolizando a queimada.

Clique nela e aparecerá um frame identificando a queimada como no exemplo abaixo.

Queimada

* Queimada identificada em: 07/09/2008 às 15h30
* Municipio: Novo Progresso
* Estado: Pará
* Dias sem chuva: 18

Protestando...,

733 protestos

Clique na opção EU PROTESTO e seu protesto será computado.

Você terá o poder de ir a uma região do amazônia e deixar ali seu protesto contra aquela queimada, alertando as autoridades e mostarndo a elas que você está ciente daquele desrrespeito à AMAZÔNIA....

Vejam o perigo que corremos neste video...

Retiramos a música tocada automáticamente do blog para que você possa escolher a sua logo abaixo. Estaremos postando novas músicas aqui, se você tem alguma sugestão de deixe-a na comunidade Por uma AMAZÔNIA PARA SEMPRE no Orkut.

Reflexão...

Reflexão...
Não adianta pensarmos que não seremos atingidos pelo clima, ESTAMOS INSERIDOS NESTE SISTEMA!!!

setembro 07, 2007

Recicle Carbono!!!



O funcionamento do Recicle Carbono é muito simples. É preciso quantificar, reduzir consumos e compensar emissões inevitáveis.

Quantificar

- Indivíduos: através de calculadoras online
- Empresas: através das calculadoras online ou de inventário personalizado desenvolvido pelo Recicle Carbono

Compensar emissões inevitáveis

- Quantificar o volume a ser sequestrado
- Sequestrar o carbono na Floresta Madeira Certificada (Brasil)
- Tentar estocar pelo maior tempo possível o carbono sequestrado na definição do uso da madeira extraída da floresta

A neutralização do carbono pode se dar sobre as emissões associadas:

  • a viagens, de qualquer meio de transporte, tais como avião, carro, ônibus;
  • ao consumo de energia no dia-a-dia;
  • às atividades ou processos produtivos da empresa;
  • a eventos, congressos, concertos, competições esportivas;
  • a produtos e serviços prestados.

Reduzir as emissões de CO2 e demais gases causadores do efeito estufa

É muito importante que indivíduos e empresas busquem a redução das emissões desses gases complementarmente à neutralização do CO2 através do plantio de árvores:
- Alterando comportamento
- Aumentando eficiências energéticas

Metodologia de quantificação

Recicle Carbono se baseia na metodologia desenvolvida pelo orgão ambiental mais conceituado no mundo, o WBCSD (World Business Council for Sustainable Development) e o WRI (World Resources Institute).

Os cálculos consideram, na medida do possível, os seis gases de efeito estufa abrangidos pelo Protocolo de Kyoto, sendo apresentados em equivalência de CO2.

Para os indivíduos, o cálculo é feito através das calculadoras online. Para as empresas, o cálculo pode ser feito através de nossas calculadoras online ou através da realização de um inventário de emissões, com dados recolhidos junto às empresas. Nos dois casos, os fatores de emissão padrão são também os estabelecidos pelo WBCSD e WRI. Compensação das emissões

A compensação é realizada através de árvores recém plantadas e do plantio de novas árvores em área de reflorestamento na Fazenda Madeira Certificada, localizada no município de Jaraguari no Mato Grosso do Sul. Este local foi escolhido considerando-se: a altitude; o alto índice pluviométrico; o preparo e correção do solo e a terra fértil resultando em crescimento mais rápido com consequente maior e mais rápida fixação de carbono.

A área florestal possui uma gestão sustentável, e utiliza 4 espécies assimiladas ao ecossistema local. As árvores são geridas por um período de 18 anos, sendo renovada a floresta a partir do 15º ano.

Dentre as espécies plantadas, o guanandi, é nativa e correu riscos de extinção.

A floresta possuirá plano de monitoramento da quantidade sequestrada de carbono durante todo o período.

O plantio foi executado em um período de 6 meses, ocupando uma área de cerrado e pasto (a atividade pecuária é emissora de gás metano, que é 21 vezes mais danoso à atmosfera que o CO2).


Quantificação do sequestro de carbono

A quantificação será feita através de inventários anuais em campo, onde serão recolhidas amostras de diferentes árvores, para posteriormente serem analisadas em laboratório, a proporção da biomassa versus carbono fixado.

Foi feita uma estimativa inicial da capacidade de sequestro de carbono, baseada na análise do tipo de árvore e do local do plantio.

Funcionamento do Filtrômetro

O funcionamento do filtrômetro se baseia na quantidade de CO2 que está sendo removido da atmosfera, definido pelo total estimado de madeira produzida em nossa floresta. Tem como fundamento a quantidade estimada total de CO2 a ser absorvido durante o ciclo completo do manejo da floresta. O cálculo final do volume reciclado por segundo se baseia no total de anos do ciclo (18) reduzido para dias, horas, minutos e segundos, a partir do volume total da madeira. Para se chegar a esse volume por hora, foram feitos os seguintes cálculos:

1. O volume de madeira ao final do ciclo foi transformado em teor de Carbono multiplicando-se o volume de madeira estimada pela sua densidade e pelo teor de carbono de cada espécie.

2. O Carbono armazenado na biomassa acima do solo de cada espécie foi obtida multiplicando-se o carbono armazenado na madeira por um valor conservador de 1,2. (Schumacher & Witshoreck, 2004)

3. O volume de CO2 foi obtido multiplicando-se o valor de carbono por 44/12.

4. O cálculo final do volume reciclado por segundo se baseia no total de anos do ciclo (18) reduzido para dias, horas, minutos e segundos, a partir do volume total da madeira.



Mais informações visite o site:

www.reciclecarbono.com.br


Projetos destinados à amazônia criticados por peritos internacionais.



As grandes obras de infra-estrutura anunciadas pelo governo Lula, como a hidrovia do Madeira, o asfaltamento da Cuiabá-Santarém (BR-163) e o gasoduto Urucu-Porto Velho representam um risco socioambiental para a Amazônia, afirma o relatório do International Advisory Group (IAG).


O IAG pede ao governo Lula para reformular substancialmente seus grandes projetos de infra-estrutura que terão impacto direto sobre as populações, as reservas indígenas e o ambiente da Amazônia.

  • Hidrovia do Madeira

Esta hidrovia, com extensão de 1056 km, entre a cidade de Porto Velho (RO) e a foz do Rio Madeira, no Rio Amazonas, é destinada a ser um dos principais corredores de exportação da soja do Centro-Oeste brasileiro.

Sua ampliação irá inundar uma imensa área intocada da floresta Amazônia, segundo o relatório do grupo, que sugere outras alternativas.


  • BR-163 e gasoduto Urucu-Porto Velho

O escoamento da produção de soja é apontado também como argumento para o asfaltamento da Cuiabá-Santarém (BR-163). O problema é o desmatamento às margens da rodovia, que estimula a exploração ilegal de madeira e a migração descontrolada.

Os mesmos problemas de desmatamento de áreas virgens e de colonização desenfreada serão ocasionados, também, pela construção do gasoduto Urucu-Porto Velho. Esta obra da Petrobrás, com extensão de 522 km e orçada em US $ 250 milhões, destina-se a levar o gás natural de Urucu, no Amazonas, para a capital rondoniense.

O gás natural substituiria o óleo diesel na usina termelétrica que gera eletricidade para a capital rondoniense.

Roberto Semeraldi, membro do IAG e diretor da ONG Amigos da Terra, alega que o governo brasileiro optou pelo traçado do gasoduto sem estudar outras alternativas, como por exemplo aproveitar uma linha de transmissão elétrica já existente.


  • “Imposto Amazonas”

Segundo dados oficiais do governo brasileiro, o desmatamento da Amazônia acelerou-se nos útlimos anos: 16% da Floresta Amazônica já está destruída. O professor Niekisch afirma que os responsáveis pela destruição não são os pequenos lavradores, e sim as grandes empresas da agroindústria.

O programa piloto internacional para salvar as florestas brasileiras já existe há dez anos. A Alemanha contribui com US $ 350 milhões para o seu financiamento. Os membros do grupo de assessoria (IAG) reúnem-se duas vezes por ano para fazer um balanço e formular propostas ao governo brasileiro e aos parceiros internacionais.

Neste seu último relatório, o grupo sugeriu a criação de um “imposto Amazonas”, taxando todos os produtos oriundos da região. A idéia deste imposto baseia-se no modelo do Alaska Permanent Fund Corporation, que existe desde 1982 e paga dividendos anuais de cerca de US $ 2000 à população local.

Paulo Chagas



Soja versus floresta:

O órgão do governo federal divulgou análise na qual afirma que a expansão da soja não provoca aumento dos desmatamentos no Cerrado e Amazônia. Ao contrário, garante que o plantio do grão contribue para a preservação ambiental. Mas um levantamento coordenado pelo ISA demonstra que a soja provoca sim - tanto direta como indiretamente - a derrubada de matas primárias.

A polêmica em torno do avanço do cultivo da soja sobre a floresta amazônica e o Cerrado brasileiro – e o impacto causado pela agroindústria no desmatamento de matas primárias - começou na semana passada com a divulgação de um texto produzido por três pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo federal. As conclusões do texto e a apresentação de contrapontos às teses nelas embutidas, por parte de organizações não-governamentais e especialistas no tema, ocuparam importantes espaços na imprensa brasileira e estrangeira nos últimos dias, revelando a importância da questão tratada.

O texto “Crescimento agrícola no período 1999-2004, explosão da área plantada com soja e meio ambiente no Brasil”, aborda em vinte e uma páginas a questão das variações cambiais sobre os preços agrícolas, traça uma perspectiva para o crescimento do setor agrícola neste ano e detalha os fatores macro-econômicos e o aumento de recursos tecnológicos por trás do crescimento das áreas cultivadas no País nos últimos anos. O texto analisa o cenário agrícola nacional, mas fecha o foco na região centro-oeste, onde a área plantada com soja obteve um crescimento de mais de 66% entre 2001 e 2004. A polêmica do texto, contudo, subsiste em outros dois capítulos. No quinto – denominado “A conversão de pastagens como fonte principal de crescimento recente da área de soja no Brasil” - os autores do estudo defendem a hipótese de que a expansão nos últimos três anos das áreas cultivadas com soja, que cresce a uma média anual de 13,8%, não provocou o aumento do desmatamento da floresta amazônica nem do cerrado.


"Soja no lugar de gado"

O estudo do Ipea afirma que o cultivo do grão avançou principalmente sobre "pastagens degradadas" e não sobre "áreas virgens". Explica que há uma espécie de simbiose entre o setor sojicultor e o pecuarista, de modo que o último arrenda as terras para o primeiro em troca de sacas de grãos e o retorno das propriedades com melhora na qualidade do solo. O principal argumento apresentado para justificar a tese da soja no lugar do boi é o de que não haveria tempo hábil, pela ausência de recursos tecnológicos, para converter floresta primária em área de cultivo. Os autores do texto garantem que é impossível que uma nova área desmatada seja convertida em plantação de soja em menos de três anos.



Esta área vem sendo desmatada desde 2002, segundo a Fundação Estadual do Meio Ambiente do Mato Grosso. Fotografada em novembro de 2004, já apresenta conversão em soja e infra-estrutura

O curioso é que os técnicos do Ipea, ao concluírem que as plantações de soja avançam sobre áreas de pastagem degradadas e não sobre floresta, não levam em conta a situação existente no norte do estado do Mato Grosso. Epicentro do recente boom da soja na região centro-oeste, é nesse estado, de acordo com dados do próprio governo federal, que o desmatamento atingiu índices recordes nos últimos anos. O instituto Socioambiental, por sinal, publicou em outubro de 2003 reportagem especial sobre os impactos do plantio do grão em larga escala sobre o Parque Indígena do Xingu, localizado na região central e norte do estado. O Ipea tampouco utiliza dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), uma das maiores referências no monitoramento por imagens de satélite do ritmo e rumo dos desmatamentos no Brasil.

Para o engenheiro Maurício Galinkin, que trabalhou por 18 anos no Ipea, o trabalho dos ex-colegas promove uma espécie de “santificação” da soja. “É importante ressaltar que o problema não é a soja em si, mas a forma ostensiva como ela está sendo cultivada na região centro-oeste. E, de fato, há plantações sobre pastagens, mas é uma tendência tímida que não vale como regra.” O especialista, que ministrará uma oficina sobre impactos socioambientais da soja na quinta edição do Fórum Social Mundial, na próxima semana em Porto Alegre, também aponta diversos equívocos no documento do Ipea, como a não distinção entre pasto natural e pasto plantado. “A maioria dos pastos no Mato Grosso é natural e precisa ser desmatada antes do cultivo da soja”, ressalva o presidente da Fundação Centro Brasileiro de Referência e Apoio Cultural (Cebrac).


Amizade suspeita

O outro capítulo controverso do texto do Ipea é o sexto, intitulado “A soja é amiga ou inimiga da floresta amazônica?”. Nele, o estudo diz que a soja não ameaça a floresta amazônica e defende ostensivamente o asfaltamento da BR-163 para escoar a produção de grãos das regiões norte e centro-oeste. Os técnicos do Ipea sustentam que a soja na região da floresta amazônica aumenta o custo da terra e afasta da região os agricultores, madeireiros e pecuaristas que, sem recursos tecnológicos e infra-estrutura, são os verdadeiros responsáveis pela derrubada da mata. O que não está explicado é de que forma esta agricultura itinerante e de baixo nível tecnológico conseguiu, sozinha, desmatar 7 milhões de hectares de floresta amazônica no período analisado pelo documento.



Foto de novembro de 2004 mostra área ilegal com soja ao lado de floresta, no Mato Grosso. A conversão em plantação se deu em menos de um ano, de acordo com o governo estadual


O estudo afirma também que o cultivo da soja é mais fácil de ser monitorado pelos órgãos públicos e que o setor sojicultor não oferece a oportunidade para o Estado brasileiro assumir atitude paternalista – ao contrário dos pequenos agricultores que, por serem pobres, inspiram nas autoridades complacência em relação a seus crimes ambientais. Nessa ginástica de argumentos, os pesquisadores esticam um paralelo entre a fiscalização ambiental na região amazônica com as leis que impedem a construção de casas de alto padrão nos morros do Rio de Janeiro. Para os autores do estudo, a lógica que dá origem às favelas cariocas é a mesma que permite o desmatamento da Amazônia e do Cerrado.

A análise do Ipea vem à publico em um momento interessante, quando o Fórum Brasileiro de Organizações Não-Governamentais e Movimentos Sociais (FBOMS) finaliza outro trabalho sobre o mesmo tema. Este estudo, do qual o Instituto Socioambiental é coordenador, ainda não foi concluído. Mas já apresenta dados diferentes das conclusões oferecidas pelo órgão do governo. Nele, os pesquisadores constataram em sobrevôos e imagens de satélite que há uma relação direta entre a produção de soja e desmatamento nas regiões do centro e do norte do Mato Grosso. A pesquisa revela que as áreas de Cerrado e de floresta de transição desmatadas nos últimos anos já estão sendo cultivadas com soja. Foram convertidas em tempo bem inferior (de um a dois anos) ao estipulado como limite pelos técnicos do Ipea. (Clique aqui para saber qual foi a área sobrevoada no MT pelo FBOMS no final de 2004)

O levantamento realizado pelas ONGs demonstra que, de fato, a soja ocupa áreas antes utilizadas como pasto. Ao fazê-lo, empurra o gado para novas fronteiras, ampliando as áreas desmatadas. Ou seja, a expansão da área cultivada com soja provoca o desmatamento de áreas de floresta amazônica e Cerrado tanto direta como indiretamente. O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues - principal defensor do agronegócio brasileiro no governo federal -, admitiu publicamente que esta relação existe e deve ser levada em conta na formulação de estratégias para o setor agrícola. (Clique aqui para ver a dinâmica do desmatamento no MT e a rota sobrevoada em detalhe)

Diante destas constatações – e no modo generalista com que seus autores tratam a questão da soja na Amazônia, sem levar em conta os diferentes aspectos socioambientais de cada microrregião - , o estudo do Ipea, ainda que tenha seu valor ao apresentar nova abordagem sobre a questão e contribuir para a aprofundamento da discussão, se precipita ao cravar que a soja é amiga da floresta. “Seria interessante que o Ipea e o Ministério do Meio Ambiente sobrevoassem conosco alguns dos 65 maiores desmatamentos ilegais ocorridos 2003 no Mato Grosso, cuja lista é uma das bases utilizadas em nosso trabalho”, afirma o advogado André Lima, coordenador de Biodiversidade do ISA. O convite está feito.


ISA, Bruno Weis

Mais Informações: http://www.isa.org.br/home_html

Floresta Amazônica, alvo de "disputas"...



Amazônia: conservação ou colonialismo?

Jornalista Larry Rohter, do 'NYT', escreveu reportagem sobre a região.
Reportagem cita uma pesquisa do Ibope.




Dependendo do ponto de vista, o apoio financeiro à reserva natural no Rio Negro por parte do World Wildlife Fund pode ser tanto uma tentativa louvável para conservar a floresta amazônica – quanto o ponto de partida de um plano infame por parte de grupos ambientalistas estrangeiros para usurpar o controle do Brasil sobre a maior floresta tropical do mundo e passá-lo para o controle internacional.


Em 2003, depois de assinar um acordo com a WWF e o Banco Mundial, o governo brasileiro criou o programa de Áreas Protegidas da Região Amazônica. Desde então, um grande número de parques nacionais e reservas cobrindo uma área maior do que a de Nova York, Nova Jersey e Connecticut juntos foram incorporados ao programa e receberam uma infusão de novos fundos.

O objetivo do programa é montar um “um sistema central para ancorar a proteção à biodiversidade da Amazônia”, disse Matthew Perl, o coordenador da WWF na Amazônia, em junho, numa visita à área, um arquipélago de 400 ilhas esparsamente povoado ao nordeste de Manaus. “É parte da estratégia ganhar tempo, elevar cada área protegida a certos padrões de administração e captar recursos para o monitoramento e fiscalização”.


Mas esse esforço levantou suspeitas por parte de poderosos grupos políticos e econômicos brasileiros que querem integrar a Amazônia na economia do país através de represas, projetos de mineração, estradas, portos, extração de madeira e exportação agrícola.

“Essa é uma nova forma de colonialismo, uma conspiração aberta em que os interesses econômicos e financeiros agem através de organizações não governamentais”, diz Lorenzo Carrasco, editor e co-autor de “A Máfia Verde”, um polêmico documento antiambientalista de vasta circulação. “É evidente que esses interesses querem bloquear o desenvolvimento do Brasil e da região amazônica com a criação e o controle dessas reservas, que são todas cheias de minerais e de outros valiosos recursos naturais”.

Visões como essa são amplamente sustentadas no Brasil, independentemente de classe social ou regionalismo. Numa pesquisa feita com 2 mil pessoas em 143 cidades feita pelo principal instituto de pesquisa do Brasil, o Ibope, 75% dos entrevistados disseram que as riquezas naturais do Brasil poderiam provocar uma invasão estrangeira, e quase três entre cinco pessoas desconfiavam das atividades de grupos ambientalistas.


Vencer a batalha pela opinião pública no Brasil é crucial para qualquer esforço global de preservação do meio ambiente e, conseqüentemente, para controlar a mudança climática. O Brasil é o quarto maior produtor de gases responsáveis pelo efeito estufa; mais de três quartos dessas emissões vêm do desmatamento, e a maior parte vem da Amazônia.


Mas a noção de que os estrangeiros cobiçam a Amazônia vem há tempos sendo divulgada no Brasil, alimentada em parte pela ansiedade causada pelo tênue controle que o governo central exerce sobre a região. Essa preocupação foi exacerbada nos últimos anos pela Internet, que tornou-se cenário de documentos e declarações fabricados para convencer os brasileiros de que sua soberania está em risco.

O exemplo mais notório é um mapa reproduzido em larga escala supostamente usado em livros de geografia de escolas americanas. Cheio de erros de ortografia e sintaxe comuns aos nativos de línguas latinas como o Português, mostra a Amazônia como uma “reserva internacional”, e descreve os brasileiros como “macacos” incapazes de administrar a floresta tropical.


Outro documento falso diz que tanto o presidente Bush quanto Al Gore fizeram discursos durante a campanha presidencial de 2000 a favor de tomar a Amazônia à força do Brasil. Em determinado ponto, o documento cita um fictício general americano, que comanda um departamento que o Pentágono afirma não existir, dizendo: “No caso de o Brasil decidir usar a Amazônia de forma que coloque o meio-ambiente dos Estados Unidos em risco, devemos estar prontos para interromper esse processo imediatamente.”


Desde que a guerra do Iraque começou, acusações de planos militares dos EUA na Amazônia são freqüentemente levantadas para difamar os ambientalistas e suas queixas quanto à política do govenro. Em audiências realizadas no ano passado para discutir uma possível represa no rio Madeira, os proponentes distribuíram um mapa mostrando supostos “centros de operação avançados” dos EUA na região, destinados a impedir o desenvolvimento do Brasil, incluindo bases militares e conselheiros na Bolívia e na Venezuela, dois países que não são exatamente simpatizantes da administração Bush.


Parte do material que circulou foi elaborado por grupos nacionalistas de direita favoráveis à ditadura militar que governou o Brasil de 1964 a 1985. Mas numa situação inusitada em que antigos adversários concordam, as organizações na extrema esquerda – até mesmo no Partido dos Trabalhadores do governo – também adotaram a noção de que existe um plano estrangeiro para tomar a Amazônia, assim como alguns segmentos militares na ativa.

“Tudo indica que as questões indígena e ambientalista são meros pretextos”, disse um relatório de inteligência militar recente, que foi enviado ao New York Times por um brasileiro que recebeu uma cópia e se mostrou preocupado com o ponto de vista expresso. “As principais ONGs são, na realidade, peças no grande quebra-cabeças em que os poderes hegemônicos estão engajados para manter e aumentar sua dominação. Certamente, elas servem de cobertura para esses serviços secretos.”

Na realidade, diz Perl, coordenador da WWF, sua organização espera simplesmente criar um cinturão ao redor da reserva natural através da criação de um grande “Bloco de Conservação do Rio Negro”. Ele disse que a idéia é proteger a reserva ajudando as reservas indígenas existentes, parques estaduais e reservas naturais ao longo das margens do rio para operar mais efetivamente.

Em 2012, disse Perl, sua organização e parceiros esperam colocar uma área maior que a Califórnia dentro do programa. Foi criado um fundo administrado por uma fundação brasileira que espera levantar 390 milhões de dólares e inclui doações do governo alemão entre outros.

Em meados dos anos 90, parte da área ao redor do arquipélago foi de fato declarada um parque estadual. Mas pouco foi feito para efetivar o decreto, e desde então o Ministério de Reforma Agrária do governo federal colocou 700 famílias de agricultores sem-terra no local e a marinha brasileira, soldados e a polícia montaram centros de treinamento na área protegida.

“Existem camadas e camadas de queixas, planos e mais planos, então essa área se tornou uma área de conflito”, diz Thiago Mota Cardoso, que monitora o parque para o Instituto de Pesquisas Ecológicas, um dos parceiros regionais da WWF. “É irônico que esse território pertença ao governo federal, e que ele não faça nada”.


Fonte....

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL79155-5602,00.html

Transposição do São Francisco



O Governo brasileiro pretendia fazer a transposição do rio São Francisco a alguns anos atráz, mas o projeto foi barrado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que bloqueou a licença ambiental que o governo tanto queria para iniciar as obras. Agora, o presidente Lula tenta novamente provar que esta transposição nao trará danos ao meio ambiente projetando 5 barragens na bacia do rio em Minas, com o mero objetivo de reforçar o suprimento de água nos canais da transposição no Nordeste.

Trata-se de um conjunto de 5 barragens capazes de inundar mais de 100.000 hectares de terras cultivadas, assentamentos de reforma agrária, porções significativas de matas, trechos de uma rodovia federal e até as casas de uma cidade e de um distrito. Na justiça o governo argumentou que a transposição não traria prejuisos ao meio ambiente porque a água seria retirada da porção final do rio, o objetivo prático das barragens em Minas é justamente compensar as perdas de água resultantes da transposição.

Mais da metade do R$1,13 Bilhão estimado para o sistema de barragens em Minas corresponde a indenizações e gastos com mudanças de estradas e áreas urbanas...
O secretário de Meio Ambiente e de desenvolvimento Sustentável de Minas, José Carlos Carvalho, diz que o esforço do governo federal para tirar do papel as barragens do Urucuia, Rio das Velhas e do Paracatu prova a inconsistência do projeto de transposição do Rio São Francisco. "É EXATAMENTE ESSE O ARGUMENTO PRINCIPAL DA AÇÃO QUE MOVEMOS CONTRA A LICENÇA AMBIENTAL PARA AS OBRAS DA TRANSPOSIÇÃO", explica.

Segundo ele, a ação que tramita no STF e pretende condicionar a construção dos canais e estações de bombeamento a um estudo detalhado de dos impáctos do projeto na porção mineira da bacia do Rio São Francisco.

"SEMPRE DISSEMOS QUE NÃO HAVERIA ÁGUA SUFICIENTE NO FUTURO PARA SUPRIR OS CANAIS DA TRANSPOSIÇÃO SEM RESTRINGIR AS DEMANDAS ECONÔMICAS E SOCIAIS NA BACIA. AGORA, COM ESSAS BARRAGENS EM MINAS ESTÁ CLARO COMO O GOVERNO FEDERAL QUER RESOLVER O PROBLEMA. SÓ QUE OS IMPÁCTOS DESSAS OBRAS DEVERIAM SER DESCRITOS E AVALIADOS NO PROCESSO DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL DA TRANSPOSIÇÃO", afirma.

De fato o parecer técnico do IBAMA que fundamentou a concessão da licença para as obras da transposição rejeitou cabalmente os argumentos do governo mineiro. "O IBAMA SEMPRE ENTENDEU QUE O ALTO SÃO FRANCISCO NÃO SOFRERIA IMPÁCTOS AMBIENTAIS DECORRENTES DESTE EMPREENDIMENTO. A DISTANCIA ENTRE AS INTERVENÇÕES FISCAIS E O ALTO CURSO DO RIO IMPEDEM RELACIONAR IMPACTOS AMBIENTAIS DIRETOS A SEREM PERCEBIDOS NO ESTADO DE MINAS GERAIS", afirma o documento.

Carvalho acrescenta que as barragens projetadas pela Codevasf não estão em harmonia com o planejamento do governo de Minas. Ele diz que as prioridades da administração estadual são a construção de barragens no semiárido para abastecimento humano e a consolidação do perímetro de irrigação do Jaíba, no Vale do São Francisco.

"EM SUMA, O GOVERNO PRETENDIA REALIZAR A TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO SEM A NECESSIDADE DA CONSTRUÇÃO DESTAS 5 BARRAGENS, MAS COMO ALGUÉM CONSTATOU QUE A QUANTIDADE DE ÁGUA NÃO SUPRIRIA TAL DEMANDA, ELE FÊZ O PROJETO DA CONTRUÇÃO DAS BARRAGENS ALEGANDO SER PARTE DA ANÁLIZE DE IMPÁCTO AMBIENTAL", a verdade é que está travado o projeto de transposição, e o simples RECUO do governo revela a FRAGILIDADE DO PROJETO, conclue-se.

ETANOL


Etanol, VANTÁGEM ou PREJUIZO? Import, Leiam isso.


O Etanol é uma fonte de energia que (colocando na balança) não polue a atmosfera, mas a partir do momento que o mundo inteiro se virar para ele, os grandes fazendeiros de olho na grande riqueza, que com certeza ele irá oferecer deixarão a agricultura e a pecuária de lado para plantar cana, a imigração destes homens para o cultivo da cana fará com que os preços dos alimentos subam DESASTROZAMENTE causando fome e miséria no mundo inteiro, infelismente o homem só visa o lucro e TODO MUNDO VAI QUERER PLANTAR CANA, será que o encarecimento do litro de leite em MG já é um reflexo disso? Leia a reportagem...


A vaca foi pro brejo???

Minas Gerais é um dos estados que possuem a maior produção de LEITE no Brasil inteiro, mesmo assim nos últmos oito meses o leite aqui aumentou mais de 100%, no ínício de 2007 tinhamos Leite a R$1,15 o litro, hoje (agosto/07) ja tem lugar cobrando R$2,70 o litro, uma notícia chamou-me muito a atenção hoje... Leiam a reportagem e comentem se acharem que deve...


"A vaca foi pro brejo, como pode um litro de gasolina, ja com aumento de 30 centavos inexplicáveis custar R$2,49 na área que se concentra o maior número de postos e o leite beirar os R$3,00 o litro?

Aí mesmo quem não é fã dos esquisitos da América Latina, como Fidel, Chávez, Morales e Noriega, deve admitir que eles têm razão quando alertam que transformar milho e cana em energia pode significar falta de alimentos num futuro próximo"...

EDUARDO COSTA, jornalista da Itatiaia, a maior rede de rádio de MG.



Você tem sentido que o litro do leite ou de outros alimentos vem subindo dia a dia em seu estado?